Os juros mais caros do país
Em junho de 2026, a taxa média do rotativo do cartão foi de 442,40% ao ano, cerca de 15,13% ao mês, segundo o Banco Central. O parcelamento da fatura custou em média 191,40% ao ano.
O teto de 100%
Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura ao valor original da dívida. Uma fatura de R$ 2.000 pode chegar no máximo a R$ 4.000. Sem o teto, em 6 meses ela passaria de R$ 4.657,90.
Como sair do rotativo
- Pague o máximo que puder da fatura, nunca só o mínimo.
- Troque a dívida por uma mais barata: empréstimo consignado ou pessoal costuma custar muito menos.
- Negocie com o banco. Em feirões de renegociação as condições costumam ser melhores.
- Corte o uso do cartão até a dívida acabar.
Perguntas frequentes
Pagar o mínimo da fatura é ruim?
É a pior opção: o restante entra no rotativo, a taxa mais alta do mercado. Depois de um mês, o banco precisa oferecer o parcelamento do saldo.
O banco pode cobrar mais que o dobro da dívida?
Não no rotativo e no parcelamento da fatura. Os encargos não podem passar de 100% do valor original, pela Lei 14.690/2023.
Vale a pena pegar empréstimo para quitar o cartão?
Quase sempre, se a taxa do empréstimo for menor e você parar de usar o cartão. Confira o CET antes.
Fontes
Veja como calculamos cada valor.